Sobre esta calculadora
Toda meta de poupança — uma reserva de emergência, a entrada de uma casa, um carro, um casamento — é, na verdade, três números: o alvo, o que você já tem e o que consegue adicionar por mês. Esta calculadora adiciona o quarto número que todo mundo esquece, os juros que a própria conta paga, e diz quando você chega lá. Ver a data se aproximar quando você aumenta o valor mensal em apenas R$ 25 é a aritmética mais motivadora das finanças pessoais.
A taxa de juros importa mais do que as pessoas esperam em horizontes longos. A 4% ao ano, uma década de poupança ganha milhares em juros; com o dinheiro parado em conta corrente, sem rendimento, ganha zero sobre os mesmos aportes — e ainda perde para a inflação.
Como usar
- Informe seu valor-alvo.
- Informe o que você já poupou para ele.
- Informe um aporte mensal que você consegue sustentar no seu pior mês, não no melhor.
- Informe a taxa que sua conta realmente paga — confira no app do banco, ela costuma ser menor do que você pensa.
A fórmula
Como o cálculo de amortização ao contrário, a calculadora avança o saldo mês a mês, creditando juros e adicionando seu aporte, e reporta o primeiro mês em que a meta é atingida. O equivalente em fórmula fechada usa logaritmos, mas a caminhada mês a mês é exata e mais fácil de confiar.
Exemplo resolvido
Poupando para R$ 50.000, com R$ 5.000 já reservados, adicionando R$ 300 por mês a 4%: você chega em 117 meses — 9,75 anos — com um saldo final de R$ 50.222,20. Você aportou R$ 40.100 no total; os outros R$ 10.122,20 são juros que a conta pagou a você. Aumentar o aporte para R$ 400 por mês antecipa a chegada em cerca de dois anos.
Fontes: Fórmula padrão de crescimento composto; a taxa informada é tratada como taxa anual efetiva. Última atualização: outubro de 2026.
Perguntas frequentes
Quanto devo manter em uma reserva de emergência?
A diretriz padrão é de 3–6 meses de despesas essenciais — aluguel, comida, seguros, pagamentos mínimos. Quem tem renda variável, uma única renda sustentando a família ou empregos especializados costuma mirar mais. Mantenha em poupança ou CDB com liquidez diária: líquido, protegido pelo FGC (até R$ 250 mil por instituição) e rendendo algo.
Onde devo guardar o dinheiro que estou poupando para uma meta?
Combine o produto com o prazo. Dinheiro necessário em cerca de dois anos geralmente pertence à poupança ou a CDBs curtos com liquidez diária, não a investimentos de risco — uma queda do mercado no momento errado pode atrasar a meta. Metas mais longas podem ser investidas com razão, aceitando altos e baixos por retornos esperados maiores.
Devo poupar ou quitar dívidas primeiro?
Compare as taxas. Se um cartão cobra 80% ao ano no rotativo e a poupança paga 4%, quitar o cartão é um "retorno" garantido de 80% — dívida primeiro, mantendo apenas uma reserva de emergência inicial pequena (frequentemente R$ 1.000–R$ 2.000) enquanto você ataca os saldos de juros altos. Dívida barata (um financiamento imobiliário barato) normalmente perde para poupar e investir.
Como descubro quanto minha conta realmente rende?
Confira no app do banco: a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR quando a Selic está acima de 8,5% ao ano; CDBs são cotados em percentual do CDI (100% do CDI acompanha a Selic, antes do imposto de renda). Sobre R$ 20.000, a diferença entre deixar o dinheiro parado em conta corrente e aplicá-lo a 100% do CDI passa facilmente de R$ 2.000 por ano nos níveis recentes da Selic.
Qual fórmula esta calculadora de Poupança usa?
A cada mês: Saldo = Saldo × (1 + taxa anual ÷ 12) + Aporte mensal, repetido até Saldo ≥ Meta Como o cálculo de amortização ao contrário, a calculadora avança o saldo mês a mês, creditando juros e adicionando seu aporte, e reporta o primeiro mês em que a meta é atingida. O equivalente em fórmula fechada usa logaritmos, mas a caminhada mês a mês é exata e mais fácil de confiar. O exemplo resolvido nesta página aplica a fórmula passo a passo com números reais, para que você possa conferir o resultado à mão.