Sobre esta calculadora
Poupar para a aposentadoria é crescimento composto com prazo final. O que mais importa não é escolher os investimentos perfeitos — é quanto você tem trabalhando, quanto adiciona por mês e, acima de tudo, por quantos anos isso tem para crescer. Quem tem 35 anos e poupa R$ 500 por mês normalmente termina com muito mais do que quem tem 50 e poupa R$ 1.000, porque o dinheiro mais cedo rende por três duplicações extras.
Esta projeção mantém seu retorno constante, algo que os mercados reais nunca fazem. Use-a para comparar escolhas — aposentar aos 62 ou aos 67, poupar R$ 400 ou R$ 600 — e não como promessa de um saldo exato.
Como usar
- Informe sua idade atual e a idade em que espera se aposentar.
- Some tudo o que já está guardado para a aposentadoria (previdência privada, plano da empresa, investimentos e outras contas combinadas).
- Informe seu aporte mensal total, incluindo a contrapartida do empregador — ela faz parte da sua poupança.
- Defina um retorno esperado e compare cenários: aposentar mais tarde e aportar mais são as duas grandes alavancas.
A fórmula
S é sua poupança atual, C é seu aporte mensal, r é o retorno mensal (retorno anual ÷ 12) e n são os meses até a aposentadoria. É a fórmula dos juros compostos apontada para uma idade específica.
Exemplo resolvido
Aos 35 anos, com R$ 50.000 guardados, aportando R$ 500 por mês a um retorno de 7%, a projeção aos 65 é de R$ 1.015.810,37. Disso, apenas R$ 230.000 saíram de aportes — os outros R$ 785.810,37 são crescimento. Esperar só cinco anos para começar (a mesma poupança a partir dos 40) derruba o resultado para cerca de R$ 700.000.
Fontes: Projeção de crescimento composto com ajuste de inflação; retornos são suposições, não garantias. Idade mínima INSS, aposentadoria programada (gov.br/inss): mulheres 62 anos com 15 anos de contribuição, homens 65 anos com 20 anos (para quem entrou após 13/11/2019), mais 180 meses de carência — regras de transição pré-reforma não detalhadas aqui. Última atualização: outubro de 2026.
Perguntas frequentes
De quanto preciso para me aposentar?
Uma meta de planejamento comum é 25 vezes seu gasto anual esperado na aposentadoria (a base da regra dos 4%), ajustada pelo benefício do INSS. Se você espera gastar R$ 60.000 por ano e o INSS cobre R$ 24.000, a lacuna de R$ 36.000 implica uma meta perto de R$ 900.000. Seu número depende muito do estilo de vida e de onde você mora.
Que retorno devo supor antes de me aposentar?
Na renda fixa brasileira, os retornos acompanham a Selic, que variou muito entre ciclos — projetar o ciclo atual para 30 anos é otimista. Carteiras com ações rendem mais no longo prazo, mas oscilam. Muitos planejadores usam um retorno real (acima do IPCA) de 3%–5% ao ano para uma carteira diversificada; ser conservador aqui é mais seguro do que ser otimista.
Quanto devo aportar por mês?
Uma diretriz muito usada é 12%–15% da renda bruta, incluindo aportes do empregador, começando aos vinte e poucos anos. Começar mais tarde significa uma taxa maior — cerca de 20%+ aos trinta e 30%+ aos quarenta para o mesmo destino. Capturar toda a contrapartida do empregador vem sempre primeiro: é um retorno instantâneo de 100%.
Isso inclui INSS ou inflação?
Não. O resultado é o saldo da sua própria poupança, em reais nominais. Para pensar em dinheiro de hoje, reduza o retorno pela inflação esperada (IPCA). O benefício do INSS é uma renda separada que reduz quanto sua poupança precisa cobrir — ele não faz parte do saldo projetado.
Qual fórmula esta calculadora de Aposentadoria usa?
VF = S(1 + r)^n + C × ((1 + r)^n − 1) ÷ r S é sua poupança atual, C é seu aporte mensal, r é o retorno mensal (retorno anual ÷ 12) e n são os meses até a aposentadoria. É a fórmula dos juros compostos apontada para uma idade específica. O exemplo resolvido nesta página aplica a fórmula passo a passo com números reais, para que você possa conferir o resultado à mão.